Como tudo começou


Após várias viagens a Luanda em trabalho sentimos que queríamos fazer algo para ajudar a população mais carenciada mas não sabíamos por onde começar. Pensámos que seria uma boa ideia apoiar um projecto credível e bem intencionado e foi aí que conhecemos a Escolinha da Paz que pertence à comunidade de Irmãs Dominicanas em Luanda. Decidimos visitar a escola com o objectivo de conhecer e perceber quais as necessidades mais urgentes não só na escola como na comunidade. Surgiram várias ideias e muito boa vontade. Para isso, contactámos os Voluntários com Asas que é uma iniciativa que nasceu dentro da TAP em Fevereiro de 2010 com o objectivo de reunir trabalhadores com vontade e disponibilidade para desenvolver acções de voluntariado para nos ajudarem com a logística e divulgação.

Como a Escolinha da Paz fica inserida num Musseque (bairro de lata) a 9 Km da cidade de Luanda na Estrada de Catete, atendendo 1200 crianças carenciadas do Bairro e tendo um Posto Médico que serve a população local, as necessidades são muitas. Seria preciso recolher material escolar, livros e tudo o que fizesse falta ao Posto Médico. 






Com o objectivo de resolver o problema da recolha de donativos, surgiu-nos a ideia de uma parceria com o Colégio S. José, Restelo por fazer parte da mesma congregação que as Irmãs de Luanda. Tudo se encaixou visto que nós estamos ligadas sentimentalmente ao Colégio. A Marisa porque foi antiga aluna e a Patrícia porque os seus dois filhos estudam no 5º e 2º Ano do Colégio.
Lembrámo-nos de tentar fazer um intercâmbio entre turmas, relacionando os alunos entre si e dando-lhes a conhecer novas realidades. No fundo, unindo as Escolas dos dois Países fazendo um Projecto intitulado Duas Escolas Unidas pelo Coração.


A direcção do Externato de São José aceitou o desafio e colocou-o em funcionamento como Projecto Pedagógico para algumas turmas. As primeiras cartas estão a ser escritas e serão levadas e entregues pelos Voluntários.
Foi também proposto fazer no Colégio de Lisboa recolha de material escolar, livros e roupa para serem levados para Luanda pelos Voluntários com Asas, através dos seus Voluntários do Voo, o que teve uma belíssima receptividade da parte dos alunos, professores e Encarregados de Educação. Muito material foi recolhido estando já a ser encaminhado para Luanda.

A todos os pais agradecemos a disponibilidade e a adesão à causa, assim como às Irmãs e auxiliares que nos ajudaram na selecção, limpeza e armazenamento do material doado. Agradecemos também a todas as Assistentes de Bordo, Comissários e Pilotos que disponibilizaram espaço na sua mala de porão para que os donativos fossem encaminhados para Angola.

Outros Projectos em Curso:
 - Criação uma Biblioteca na Escolinha da Paz
- Projecto Ciências - Recolha de material de laboratório para as aulas de Quimica
- Recolha de material para o Posto Médico

Muita coisa foi conseguida mas temos vontade de fazer mais e melhor. Ajudar a melhorar as condições da escola, levar mais material escolar, dar formação, contribuir para a saúde local ajudando nas necessidades sentidas no posto de Saúde integrado no espaço da escola que serve toda a população local, e ainda ajudar a contornar as dificuldades sentidas em fazer chegar a Angola os donativos para a escola.

Contamos com a ajuda e sensibilização de todos. 

Juntos podemos mudar o mundo.

Marisa e Pat

Missão Asas


Tudo começou como um Projecto. Um projecto idealizado por uma turma, 9ºB, na disciplina de Área de Projecto. A ideia era criar um evento musical em que alguns alunos da nossa turma iriam dar um concerto acústico enquanto outros tratariam de preparar e vender alimentos como tostas mistas, crepes e cafés aos espectadores de maneira a angariar fundos para a Missão Asas.
Portanto, ao início não passava de um trabalho. Mas, à medida que a data do evento se foi aproximando, fomos ficando cada vez mais ansiosos pois íamos fazer algo que nenhuma outra turma tinha feito. Essa ânsia e alegria pôs toda a gente a ajudar toda a gente. Os grupos que teriam mais trabalho no dia do evento ajudavam os que estavam com mais trabalho antes e vice-versa. Estes sentimentos também nos proporcionaram vários bons momentos como quando o grupo da música ensaiava e toda a turma se juntava à volta deles a ouvi-los. Rimos, pensámos, trabalhámos, cantámos, todos demos sugestões a esse grupo pois a música era uma das partes fundamentais do café-concerto. Tentámos escolher músicas conhecidas, adequadas ao público-alvo que era maioritariamente adulto. Escolhemos, por isso, alguns clássicos como Xutos e Pontapés e “Hallelujah”. Todos ajudámos e contribuímos o mais que pudemos para o êxito do evento que permitiria a angariação de fundos suficientes para fazer uma diferença, ainda que pequena, na Escolinha da Paz, em Angola. Isto era o que nos movia, fazer uma diferença, ajudar alguém. À medida que o projecto ia avançando, fomos ficando cada vez mais ligados à causa e a perspectiva de que íamos ajudar a melhorar a vida de alguém motivava-nos a dar o nosso melhor.
O dia do café-concerto foi um dos mais atarefados de sempre. Chegámos de manhã todos carregados com comida, tabuleiros, torradeiras, almofadas e muito mais. À tarde, assim que as aulas acabaram começámos a arrumar tudo, estávamos todos muito nervosos, tinha de correr bem, tinha de ser tudo perfeito.
Agora, sabemos que cumprimos esse objectivo. Foi realmente um sucesso. O evento teve imensa adesão e toda a gente adorou. E, uns dias depois, quando soube quanto tínhamos angariado, pessoalmente, fiquei bastante surpreendida, foi um dos momentos em que senti mais orgulho por ter feito parte deste projecto. E acho que todos sentimos o mesmo.
Certo é que o mérito não é, de todo, só nosso. Temos de agradecer, e muito, aos professores e irmãs por nos darem este voto de confiança e por acreditarem na nossa capacidade de organização e vontade de ajudar o próximo. E, claro, temos de agradecer também à Missão Asas por nos proporcionar meios de ajudar quem mais precisa e também o entusiasmo para concretizar da melhor maneira este projecto.
Esta experiência vai, de certeza, ficar gravada nas nossas memórias e esperamos que também nas memórias daqueles cuja vida conseguimos melhorar um pouco. Ganhámos experiência na organização de eventos mas também aprendemos que, se quisermos e nos esforçarmos um pouco, conseguimos ajudar alguém.
Daqui em diante, de certeza que nenhum de nós vai hesitar em participar em eventos de solidariedade e ajudar alguém.
Texto de Ana Patrícia Carvalho 


9ºB

Mensagens populares